Relato sete casos de marketing esportivo desenvolvidos e comercializados por minha equipe e abordo dois temas complementares; um sobre como a empresas decidem investir no esporte e outro onde proponho um novo modelo de gestão baseado na profissionalização dos dirigentes esportivos.
O livro conta com depoimentos de personalidades do mundo esportivo que participaram direta ou indiretamente dos casos relatados:
Zico – Juca Kfouri – Celso Grellet – Gilmar Rinaldi (goleiro seleção 94) – Pelé – Ary Vidal – PC Andrade – Renato Brito Cunha – Carlos Augusto Montenegro – Sávio – Marcio Braga – Junior – Walter Mattos – Alvaro Esteves
===============O LIVRO==============
Prefácio - Walter Mattos presidente do Lance!
Introdução
Comentário do Zico pag 27
Sumario executivo do livro, meu inicio no Flamengo, etc.
Copa União 1987
Comentários de Juca Kfouri e Celso Grellet pags 56-57
Representou uma verdadeira revolução no principal campeonato esportivo do Brasil. Talvez seja um caso único na História em que o marketing salvou um torneio de futebol que se apresentava inviável. Cinco empresas líderes em seus segmentos bancaram a Copa União e ainda proporcionaram uma boa margem de lucro aos seus participantes. Seu legado subsiste até hoje, principalmente no que se refere à diversificação de receitas para os clubes de futebol, que não vivem mais sem o dinheiro pago pela televisão,uma conquista consolidada naquele tempo. Pena que o amadorismo que ainda impera entre os nossos dirigentes tem impedido avanços maiores.
Contratos coletivos ajudam no tetra campeonato
Comentário do Gilmar Rinaldi – pag 84
Em 1994, o marketing esportivo teve, ao seu modo, uma importante participação na conquista do tetracampeonato mundial da seleção brasileira, depois de um jejum de 24 anos. Contratos publicitários não entram em campo nem fazem gol mas podem ajudar a dividir ou a unir um grupo. Representei o técnico Carlos Alberto Parreira e todos os atletas, entre eles Romário, em diversos contratos de publicidade, incluindo o da Brahma, até hoje conhecida como a cerveja número um. Fizemos vários contratos coletivos que corroboraram o espírito de união daquele grupo vencedor.
Sávio
Parceria de 13 anos
Comentário do Sávio- pag 100
Até hoje, só me predispus a trabalhar como representante de um atleta: Sávio Bortolini, um dos jogadores brasileiros mais vitoriosos dos últimos anos, com títulos por Flamengo, Real Madrid e Zaragoza. Com ele, pude ir além de um trabalho de mero empresário, que se limita a negociar contratos e salários com os clubes. Juntos, desenvolvemos um trabalho de imagem e capacitação profissional que fez de Sávio um jogador bem sucedido dentro e fora de campo.
Fluminense e a Hyundai
Comentário do Paulo Cesar Andrade – pag 113
O Fluminense vivia uma época de vacas magras, sem conquistar um título havia uma década, quando a Sportlink foi contratada para um projeto de marketing de longo prazo. Já com a Hyundai estampada na camisa tricolor, o clube foi campeão carioca de 1995, mas, infelizmente, perdeu a chance de consolidar sua recuperação por conta do amadorismo da diretoria seguinte, que provocou o rompimento do contrato com os coreanos e, por conseqüência, com a Sportlink.
Tabelinha com o Pelé
Comentário do Pelé – pag 128
Nos anos 90, convidei João Henrique para trabalhar comigo e ser meu sócio na Pelé Sports e Marketing, no Rio de Janeiro. Na sua breve passagem (dois anos depois, João foi morar nos Estados Unidos), reformulamos a estratégia de exploração da imagem do Pelé (O João se dirigia a mim como Edson e dizia que Pelé era uma das marcas mais fortes no nosso segmento de atuação – o esporte – e que por isso só deveria se ligar a marcas líderes em seus segmentos), e fizemos um belo projeto de administração dos jogos do Santos e Flamengo na Supercopa, entre outros projetos”.
Arena Petrobras
Comentário de Carlos Augusto Montenegro- pag 144
“Em 2005, o Botafogo apostou numa parceria com o Flamengo para a remodelação do Estádio Luso-Brasileiro, na Ilha do Governador. O tempo mostrou que foi outra decisão acertada, sob todos os pontos de vista. A torcida compareceu, o time venceu a maioria dos jogos lá e o clube arrecadou mais por isso. Foi também uma prova de que os times cariocas só precisam ser rivais dentro de campo. Fora dele, Flamengo e Botafogo se uniram e mostraram sua força”.
Basquete
Depoimento de Renato Brito Cunha e Ary Vidal pags 162-163
Em meu segundo mandato, percebi a necessidade de contratar profissionais de marketing. Chamei João Henrique e, durante uma ano, ele praticamente fez um estágio na confederação, desenvolvendo um trabalho profissional e eficiente. Em função de seu desempenho, fechamos com a Sportlink um contrato de quatro anos, durante os quais João conseguiu patrocinadores excelentes como a Globosat e a Reebok, entre outros. Em pouco tempo, a CBB estava na vanguarda do marketing esportivo brasileiro, atrás apenas da CBF.
Entendendo o cliente: uma tática de vitória
Comentário de Márcio Braga – pag 176
Neste capitulo tentamos mostrar como as empresas buscam associar suas marcas ao esporte, que é um excelente veículo de comunicação.
Novo modelo de gestão: profissionalizar para não morrer
Comentário do Júnior – pag 200
Finalmente abordamos um tema que, na verdade, predomina em todo o livro. O modelo de dirigentes voluntários que não atende mais as exigências do mercado. O dirigente que chega às 19hs no clube, não ganha nada, mas decide questões como os ligados a dívidas que superam R$ 200 milhões.
O sistema de pontos corridos também é abordado. Em 2002, fomos chamados para fazer uma apresentação aos integrantes do grupo de trabalho que fez o estatuto do torcedor, para apresentar as vantagens e desvantagens dos sistemas de disputa (pontos corridos e eliminatórios/mata-mata). Ao final, foi aprovado por unanimidade o pontos corridos para o campeonato brasileiro. Estavam presentes e votaram: CBF (Nabi) – Clube dos 13 (Koff) – Tv Globo (Marcello Campos Pinto) – Atletas (Raí) – imprensa (Walter Mattos e Juca Kfouri) – entre outros representantes (sindicato de jogadores, árbitros, treinadores, etc)
Comentários sobre o livro
João Henrique Areias é uma das grandes feras que conheço no marketing esportivo. Não poderia ser outro a tentar desvendar e resumir esta atividade no Brasil. E sua experiência de 20 anos acumula histórias saborosas e casos vividos que valem a pena.Fiz uma pequena colaboração no livro com alguns comentários sobre a importância da gestão profissional no futebol. E há uma necessidade do Brasil migrar para esse modelo. Mas não é só por isso, é claro, que eu recomendo e coloco o livro de Areias na minha biblioteca virtual. Trata-se de um belo aprendizado para torcedores... e dirigentes.
Zico - http://www.ziconarede.com.br/znrpub/pt_index_news.htm
Reconhecimento a um Feito Marcante
Rio de Janeiro, 17 de dezembro de 2007
No Brasil, notabilizamo-nos pela dificuldade em preservar a memória nacional e, normalmente, demoramos a perceber como determinadas iniciativas são capazes de criar profundas mudanças nos diversos setores da sociedade.
Pensei nisso ao ler o livro UMA BELA JOGADA – 20 ANOS DE MARKETING ESPORTIVO, do nosso prezado conselheiro João Henrique Areias ...
Márcio Braga - http://www.flamengo.com.br/wordpress/?p=2927
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
Sávio rescinde contrato com o Levante
Há poucos minutos, Sávio assinou a rescisão de contrato, de comum acordo, com seu atual clube, o Levante de Valencia, que disputa a 1a divisão do campeonato espanhol.
Depois de um primeiro semestre (2007) muito bom na Real Sociedad de San Sebastian, onde quase conseguiu atingir o objetivo para o qual fora contratado em Janeiro, de salvar a equipe do rebaixamento, Savio fez um bom contrato com o Levante por duas temporadas.
A equipe começou a se reforçar para esta temporada mas, a partir de setembro, uma polêmica com a prefeitura, sobre a venda do estádio do clube e requalificação do terreno, os problemas começaram a surgir. Atraso de salários, troca de conselho de administração e outros problemas afetaram a equipe que está em último lugar no campeonato espanhol.
Com isto o clube está procurando os jogadores com salários mais altos para negociarem a rescisão.
Nos proximos dias Sávio, que completou 34 anos ontem, chegará ao Rio e, com calma, vai decidir seu futuro.
João Henrique Areias - agente de Sávio - 19:22h
Depois de um primeiro semestre (2007) muito bom na Real Sociedad de San Sebastian, onde quase conseguiu atingir o objetivo para o qual fora contratado em Janeiro, de salvar a equipe do rebaixamento, Savio fez um bom contrato com o Levante por duas temporadas.
A equipe começou a se reforçar para esta temporada mas, a partir de setembro, uma polêmica com a prefeitura, sobre a venda do estádio do clube e requalificação do terreno, os problemas começaram a surgir. Atraso de salários, troca de conselho de administração e outros problemas afetaram a equipe que está em último lugar no campeonato espanhol.
Com isto o clube está procurando os jogadores com salários mais altos para negociarem a rescisão.
Nos proximos dias Sávio, que completou 34 anos ontem, chegará ao Rio e, com calma, vai decidir seu futuro.
João Henrique Areias - agente de Sávio - 19:22h
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
Romario & Cia94 em videos inéditos
Acabo de lançar experimentalmente o nosso canal no YOUTUBE.
Em breve teremos o acesso ao canal direto no nosso blog. Você poderá ver a maioria dos comerciais que negociamos para a seleção brasileira tetra-campeã do mundo nos Estados Unidos em 1994, quando representamos todos os jogadores e o técnico Parreira. Nos comerciais da Brahma, que foi a maior patrocinadora e parceira da época, você vai ver os preparativos, making off, proporcionando uma experiência diferente.
Este é um dos cases que mostramos no livro Uma Bela Jogada - 20 anos de Marketing Esportivo, lançado em novembro de 2007.
Também temos alguns vídeos com o basquete, onde atuamos assessorando a CBB entre 1995 e 1997 (outro case do livro).
Outros vídeos com entrevistas minhas também estão inseridos, como a do Juca Kfouri, onde estive para anunciar o livro e falar da Copa União 1987, que provocou a recente polêmica entre o Flamengo e o São Paulo por causa do pentacampeonato (também case do livro).
Espero que gostem! - clique aqui para assistir os vídeos
Em breve teremos o acesso ao canal direto no nosso blog. Você poderá ver a maioria dos comerciais que negociamos para a seleção brasileira tetra-campeã do mundo nos Estados Unidos em 1994, quando representamos todos os jogadores e o técnico Parreira. Nos comerciais da Brahma, que foi a maior patrocinadora e parceira da época, você vai ver os preparativos, making off, proporcionando uma experiência diferente.
Este é um dos cases que mostramos no livro Uma Bela Jogada - 20 anos de Marketing Esportivo, lançado em novembro de 2007.
Também temos alguns vídeos com o basquete, onde atuamos assessorando a CBB entre 1995 e 1997 (outro case do livro).
Outros vídeos com entrevistas minhas também estão inseridos, como a do Juca Kfouri, onde estive para anunciar o livro e falar da Copa União 1987, que provocou a recente polêmica entre o Flamengo e o São Paulo por causa do pentacampeonato (também case do livro).
Espero que gostem! - clique aqui para assistir os vídeos
sábado, 5 de janeiro de 2008
FLA-TV ENTRA NO AR
FONTE: Marilene Dabus - assessoria de imprensa do Flamengo
Os torcedores do Flamengo já podem conhecer um pouco do que será a TV do Flamengo transmitida pela internet, através do endereço eletrônico www.flatv.com.br.Entrou no ar hoje, em versão beta (inicial), o Portal com imagens dos treinos, bastidores, concentrações, preleções, viagens, etc. Através dele o torcedor poderá acompanhar, com exclusividade, tudo que acontece no seu clube de coração.As imagens já vêm sendo gravadas desde o Fla x Flu ocorrido no primeiro turno do Campeonato Brasileiro de 2007, quando o Rubro-Negro venceu por 1 a 0 (gol de Maxi).No momento estamos afinando as funcionalidades e pedindo ajuda aos internautas para que a FLA TV seja um canal eficiente de informação e entretenimento. Cadastre-se, navegue e mande suas sugestões! O lançamento oficial está previsto para o final de janeiro.
Os torcedores do Flamengo já podem conhecer um pouco do que será a TV do Flamengo transmitida pela internet, através do endereço eletrônico www.flatv.com.br.Entrou no ar hoje, em versão beta (inicial), o Portal com imagens dos treinos, bastidores, concentrações, preleções, viagens, etc. Através dele o torcedor poderá acompanhar, com exclusividade, tudo que acontece no seu clube de coração.As imagens já vêm sendo gravadas desde o Fla x Flu ocorrido no primeiro turno do Campeonato Brasileiro de 2007, quando o Rubro-Negro venceu por 1 a 0 (gol de Maxi).No momento estamos afinando as funcionalidades e pedindo ajuda aos internautas para que a FLA TV seja um canal eficiente de informação e entretenimento. Cadastre-se, navegue e mande suas sugestões! O lançamento oficial está previsto para o final de janeiro.
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
Brasileirão - Turno e Returno: Uma realidade?
Texto adaptado do Livro Uma Bela Jogada - 20 anos de marketing esportivo (www.umabelajogada.com)
Em 2001, no hotel Ceasar Park no Rio de Janeiro, a CBF lançou, com pompas e circunstâncias, o primeiro calendário quadrienal do futebol brasileiro, com a presença do presidente Ricardo Teixeira, Pelé, Fabio Koff e João Havelange. Morava na Espanha, estava no Rio de passagem, quando soube do evento e passei lá para dar uma olhada. Dentre os presentes, estava o presidente Paulo Carneiro do Vitória que, durante a apresentação, conseguiu uma cópia do calendário e me pediu opinião. Olhei o calendário, contei as semanas que constavam oitavas de final, quartas de final, semifinais e finais e observei que, de 44 semanas úteis para jogar o futebol, um clube poderia ficar parado até 18 semanas. Minha opinião foi curta e rápida:
- Paulo este calendário é pior do que o que tínhamos (ou não tínhamos).
Em 2002, o Grupo de Trabalho do Ministério do Esporte, liderado por José Luiz Portella e formado por representantes de várias áreas do esporte brasileiro, estava elaborando o Estatudo do Torcedor, me convidou para apresentar uma proposta de calendário do futebol brasileiro que garantisse atividade para os clubes por, no minimo, 10 meses do ano. Eles sabiam de um estudo que havia feito sobre o futebol brasileiro para o Diário Lance! e a GP Investimentos, que incluia calendário, razão do convite.
Na primeira parte da reunião, falei sobre o sistema de eliminatórias (mata-mata). Mostrei que na Europa os torcedores adoram este sistema, mas as competições só ocorrem durante o meio de semana. A razão é simples: os clubes consideram como receitas extraordinárias as originadas deste tipo de competição.
Já no final de semana eles não abrem mão dos pontos corridos. A resposta também é simples. Embora gostem do mata-mata (os estádios enchem no meio de semana em competições como a Liga dos Campeões), eles precisam garantir atividade na maior parte do ano, o que representará a receita ordinária para fazer frente às despesas correntes, que não são muito diferentes de uma empresa. O grande problema é que o futebol leva uma grande desvantagem. Enquanto a grande maioria das empresas operam o ano todo, os clubes são obrigados a darem férias coletivas (30 dias), mais 15 dias de pré-temporada onde é proibido a realização de jogos oficiais ou amistosos com bilheteria. Ou seja, seis semanas a menos de faturamento! Menos bilheteria, menos exposição da logomarca do patrocinador oficial e menos dinheiro da TV.
Ao final da minha apresentação, apesar das reações iniciais, o sistema de pontos corridos foi aprovado por unanimidade pelos presentes - Nabi Abi Chedid (VP da CBF), Fábio Koff (pres. do Clube dos 13), Marcelo Campos Pinto (Tv Globo), Raí (representando os jogadores), Juca Kfouri e Walter Mattos (jornalistas), Márcio Resende (árbitros), Arthur Nuzsman (COB), Senador Geraldo Althorf eram alguns dos presentes.
O único item não implantado, foi o da mudança das férias para o meio do ano. Justifiquei esta medida porque, nesta época, todos os anos, temos eventos envolvendo seleções brasileiras. Copa do Mundo, Copa América, Olimpíadas tiram a atenção do torcedor-consumidor das competições envolvendo clubes. Outra razão, é que o mercado europeu, maior importador de nossos talentos, faz a maioria de suas contratações nesta época, desfalcando nossos clubes no meio da temporada e, de certa forma, prejudicando a evolução da cultura de vendas de carnês. Além de comprar com desconto, o torcedor de alguma forma é impelido a ajudar na formação da equipe, através desta receita antecipada ao clube. Só que, no meio do campeonato, ele pode ver aquele jogador que ele ajudou a contratar, ser negociado para um clube estrangeiro.
Em 2001, no hotel Ceasar Park no Rio de Janeiro, a CBF lançou, com pompas e circunstâncias, o primeiro calendário quadrienal do futebol brasileiro, com a presença do presidente Ricardo Teixeira, Pelé, Fabio Koff e João Havelange. Morava na Espanha, estava no Rio de passagem, quando soube do evento e passei lá para dar uma olhada. Dentre os presentes, estava o presidente Paulo Carneiro do Vitória que, durante a apresentação, conseguiu uma cópia do calendário e me pediu opinião. Olhei o calendário, contei as semanas que constavam oitavas de final, quartas de final, semifinais e finais e observei que, de 44 semanas úteis para jogar o futebol, um clube poderia ficar parado até 18 semanas. Minha opinião foi curta e rápida:
- Paulo este calendário é pior do que o que tínhamos (ou não tínhamos).
Em 2002, o Grupo de Trabalho do Ministério do Esporte, liderado por José Luiz Portella e formado por representantes de várias áreas do esporte brasileiro, estava elaborando o Estatudo do Torcedor, me convidou para apresentar uma proposta de calendário do futebol brasileiro que garantisse atividade para os clubes por, no minimo, 10 meses do ano. Eles sabiam de um estudo que havia feito sobre o futebol brasileiro para o Diário Lance! e a GP Investimentos, que incluia calendário, razão do convite.
Na primeira parte da reunião, falei sobre o sistema de eliminatórias (mata-mata). Mostrei que na Europa os torcedores adoram este sistema, mas as competições só ocorrem durante o meio de semana. A razão é simples: os clubes consideram como receitas extraordinárias as originadas deste tipo de competição.
Já no final de semana eles não abrem mão dos pontos corridos. A resposta também é simples. Embora gostem do mata-mata (os estádios enchem no meio de semana em competições como a Liga dos Campeões), eles precisam garantir atividade na maior parte do ano, o que representará a receita ordinária para fazer frente às despesas correntes, que não são muito diferentes de uma empresa. O grande problema é que o futebol leva uma grande desvantagem. Enquanto a grande maioria das empresas operam o ano todo, os clubes são obrigados a darem férias coletivas (30 dias), mais 15 dias de pré-temporada onde é proibido a realização de jogos oficiais ou amistosos com bilheteria. Ou seja, seis semanas a menos de faturamento! Menos bilheteria, menos exposição da logomarca do patrocinador oficial e menos dinheiro da TV.
Ao final da minha apresentação, apesar das reações iniciais, o sistema de pontos corridos foi aprovado por unanimidade pelos presentes - Nabi Abi Chedid (VP da CBF), Fábio Koff (pres. do Clube dos 13), Marcelo Campos Pinto (Tv Globo), Raí (representando os jogadores), Juca Kfouri e Walter Mattos (jornalistas), Márcio Resende (árbitros), Arthur Nuzsman (COB), Senador Geraldo Althorf eram alguns dos presentes.
O único item não implantado, foi o da mudança das férias para o meio do ano. Justifiquei esta medida porque, nesta época, todos os anos, temos eventos envolvendo seleções brasileiras. Copa do Mundo, Copa América, Olimpíadas tiram a atenção do torcedor-consumidor das competições envolvendo clubes. Outra razão, é que o mercado europeu, maior importador de nossos talentos, faz a maioria de suas contratações nesta época, desfalcando nossos clubes no meio da temporada e, de certa forma, prejudicando a evolução da cultura de vendas de carnês. Além de comprar com desconto, o torcedor de alguma forma é impelido a ajudar na formação da equipe, através desta receita antecipada ao clube. Só que, no meio do campeonato, ele pode ver aquele jogador que ele ajudou a contratar, ser negociado para um clube estrangeiro.
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